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Prisão de Nem é maior cartada em pacificação, diz 'Wall Street Journal'

Prisão de chefe do tráfico da Rocinha, na zona sul do Rio, é destaque na imprensa internacional

BBC Brasil, BBC

11 Novembro 2011 | 10h58

NOVA YORK - Uma reportagem do diário Wall Street Journal publicada nesta sexta-feira, 11, avalia que a prisão do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, é "o maior golpe até agora" do governo fluminense contra o tráfico, na tentativa de pacificar os morros antes da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

A prisão de Nem é destaque em vários jornais da imprensa internacional nesta sexta-feira. As reportagens destacam a vontade política do governo do Estado do Rio para retomar áreas da cidade controladas pelo tráfico, antes que os olhos do mundo se voltem para o Brasil por conta dos eventos esportivos.

"A captura de Lopes vem no momento em que a polícia prepara uma invasão da favela que ele comandava, como parte de uma campanha para tornar a cidade mais segura", afirma reportagem publicada na versão americana do WSJ.

"No início, os céticos previram que os esforços do governo para restaurar o controle das favelas fracassaria. Mas as unidades de elite da polícia alcançaram um sucesso inesperado, em grande parte porque muitos moradores da favela na verdade sempre quiseram a presença da polícia."

Início da 'batalha'. Na Grã-Bretanha, o tema mereceu destaque no diário The Daily Telegraph, para quem "a batalha pela maior favela do Brasil começou".

A reportagem do diário britânico diz que "os moradores da Rocinha e dos bairros vizinhos ricos foram tomados pelo medo, entre temores de que a operação pudesse levar a batalhas a pleno céu aberto entre policiais e gangues criminais armadas com metralhadores, fuzis e granadas".

Na Espanha, o diário El País traz um perfil de Nem, contando a "meteórica carreira" que o levou para a posição número 1 do crime organizado na Rocinha.

"A imagem patética de Nem, algemado, com o gesto inexpressivo, embarcando no carro blindado que o levou para o presídio de segurança máxima Bangu, contrasta coma extraordinária lenda do jovem que chegou do nada ao ápice do crime organizado", escreve o correspondente do jornal espanhol.

Um breve perfil de Nem também é oferecido pelo diário português Público, sob o título de "O Poderoso Chefão".

Em duas reportagens que ocupam espaço de página dupla no jornal de formato tabloide, a repórter destaca que a Rocinha vive uma "tensão" porque está "prestes a ser invadida pela polícia".

Em entrevista com moradores da favela, o jornal relata a suposta imagem positiva de que Nem gozava em sua própria comunidade.

 

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