Prisões de jovens por tráfico de drogas cresceram 300%

Nos últimos três anos, o número de jovens presos por tráfico de drogas cresceu 300%, segundo pesquisa divulgada na tarde desta segunda-feira, 11, pela Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem). "A maioria dos adolescentes, nós sabemos, é presa com pequena quantidade. Bem poderia ser um usuário", disse a presidente da Febem, Berenice Giannella.O estudo foi apresentado na Comissão Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca). Apesar de cerca de metade dos internos se dizer usuário de álcool e maconha e 20% de cocaína, Berenice afirmou que poucos continuam dependentes químicos durante a internação. "O problema é quando eles voltam para a rua." De acordo com a pesquisa, o número de adolescentes internos oriundos de famílias de classe média já representa um terço da população total da instituição. Dos 6 mil adolescentes internos hoje atendidos pela fundação, 28% vieram da classe média e; 3% são procedentes da famílias ricas. A maioria deles respondem processos por roubo a carros, assaltos, tráfico de drogas e homicídios.AmostragemForam entrevistados 1.190 jovens, de um total de 5.970, internos de 103 unidades da Febem. A maioria (52,8%) dos infratores cumpre medida socioeducativa por roubo. O tráfico é o segundo maior motivo de internações (14,4%), seguido por homicídio doloso (8,7%), furto (5%) e descumprimento de medidas anteriores (4,9%). Infratores que cometeram homicídio culposo (sem internação) e estupro ou atentado violento ao pudor representam 0,9% e 0,8%, respectivamente. A maioria dos internos (37%) tem 17 anos, seguidos por 22% de 16 anos, 11% de 15 anos e 3% entre 13 e 14 anos. Do total, 95% são do sexo masculino.Matéria atualizada às 19h20 para acréscimo de informações

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