Problema em Airbus adia viagem de seleção argentina

Equipe teve de permanecer em Quito depois que pilotos do 340-300 decidiram não decolar

Marcia Carmo, BBC

11 de junho de 2009 | 15h51

Os pilotos de um avião Airbus 340-300 da companhia Aerolíneas Argentinas que levava a bordo a seleção argentina de futebol decidiram não decolar do aeroporto de Quito, no Equador, na noite de quarta-feira, 10, argumentando que a aeronave apresentava problemas em uma turbina.

"O comandante decidiu não decolar por precaução ao perceber problemas em uma das turbinas do Airbus 340 da companhia", disse à BBC Brasil a assessoria de imprensa da Aerolíneas Argentinas.

Devido ao incidente, a seleção argentina teve de retornar ao seu hotel na capital equatoriana e adiar a volta a Buenos Aires, onde chegaria no início da manhã desta quinta-feira, 11.

Em Quito, a equipe argentina havia sido derrotada por 2 a 0 pela seleção equatoriana, em uma partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

"Havia problemas nos motores. Tentaram consertá-los, mas não foi possível", disse nesta quinta-feira o diretor técnico da seleção, Carlos Bilardo, em uma entrevista por telefone à emissora de televisão argentina TN (Todo Notícias).

Filme

De acordo com o site do jornal Clarin, os jogadores e o técnico da seleção, Diego Maradona, entraram no avião às 19h (21h em Brasília), jantaram e assistiram a um filme, enquanto o avião estava parado no aeroporto.

Segundo o jornal, uma das turbinas do avião não gerava a "potência necessária" para a decolagem. "Apesar de o avião poder voar com o resto dos motores, o comandante preferiu não decolar até ter 100% de segurança com o sistema", diz o site do jornal.

"Não teve jeito. Então, falamos com a Aerolíneas, que mandará novo avião, e vamos sair daqui às 16h30 (no horário de Brasília). Serão seis horas de voo e vamos chegar aí (Buenos Aires) na madrugada desta sexta-feira", disse Bilardo à TN.

O jornal La Nación publicou nesta quinta-feira que a Aerolíneas Argentinas, que não teria aviões suficientes, usou o Airbus 340-300 para levar a seleção a Quito, deixando de atender 90 passageiros que já tinham passagem de Buenos Aires para Miami em um voo que seria feito com a mesma aeronave.

 

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