Problemas no 1º dia fazem SP mudar ponto e rever estrutura para fretados

Lentidão no trânsito ficou acima do normal; Prefeitura negocia mais bilheterias no Metrô, entre outras medidas

Renato Machado, Felipe Grandin, Naiana Oscar e Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

28 Julho 2009 | 00h00

O primeiro dia de restrição à circulação de fretados teve filas no metrô, ruas congestionadas e protestos contra a Prefeitura de São Paulo. Pela manhã, passageiros de fretamento tiveram dificuldades no transporte público. À tarde, no horário de pico, fizeram manifestações nas Avenidas Ricardo Jafet, Nações Unidas (Marginal do Pinheiros) e Bandeirantes. Veja também: Prefeitura repudia protestos de usuários de fretados Entidade de fretados entra na Justiça contra restrições Kassab estuda ''aperfeiçoamentos'' na restrição a fretados em SPnome Enquete: você concorda com as restrições? Galeria de fotos dos protestos Para evitar novos transtornos, a Prefeitura anunciou que vai alargar algumas paradas, mudar outras de lugar e está negociando mais bilheterias em estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A Secretaria Municipal de Transportes, porém, não esclareceu se alguma das mudanças passará a vigorar hoje. Entre 7 e 10 horas, horário em que 1,3 mil fretados desembarcaram passageiros em 14 pontos de parada - a Prefeitura só havia aceitado até sábado 229 exceções -, a lentidão ficou acima do normal. O índice médio, de 31 km, é 40% maior do que o da segunda-feira anterior (sem chuva) e 10% mais alto que o da última segunda de julho de 2008. A Secretaria de Transportes afirmou que o congestionamento foi menor dentro da área de restrição, de 70 km², mas não divulgou dados. Tanto de manhã quanto à tarde, o ponto mais complicado foi o da Estação Santos-Imigrantes, da Linha 2-Verde do Metrô. Entre 7 e 8 horas, 200 ônibus pararam nas baias da Rua Guilherme Winter para desembarcar cerca de 7,5 mil passageiros. A fila de fretados chegou à Avenida Ricardo Jafet, causando um congestionamento. Como solução, os agentes de trânsito permitiram que os fretados parassem na via, nas paradas de ônibus - uma manobra criticada pela Prefeitura e uma das justificativas para a restrição. Agora se estuda ampliar esse ponto em definitivo para a Jafet, de forma a evitar lentidão. Outra parte do problema foram as filas na entrada da Santos-Imigrantes. Embora o Metrô afirme ter reforçado o número de agentes, as duas bilheterias se mostraram insuficientes e filas de cerca de meia hora se formaram - hoje, o Metrô deve pôr mais uma bilheteria em operação. Além disso, duas das cinco catracas quebraram. Outra mudança prevista pela Prefeitura é em relação aos pontos especiais da Rua Alvorada, uma paralela da Avenida dos Bandeirantes. A via é de mão única, estreita e residencial. "Tinha filas de uns 30 fretados, um colado no outro. Então não tinha como os carros saírem das garagens", observou o síndico Osmar Lorenzi. "Um dos pedidos dos fretados era para circular na Avenida dos Bandeirantes. Mas nosso setor de operação detectou que um ponto ali trouxe mais ônus do que bônus e, por isso, vamos realocar o embarque e desembarque para outro local", disse o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes. Até a noite, porém, a secretaria não havia divulgado detalhes sobre a alteração. "Esse é um projeto que veio para ficar. Temos o maior respeito pelas pessoas que usam os fretados, tanto é que não acabaram, mas vão continuar mediante algumas regras", disse o prefeito, Gilberto Kassab (DEM). "O balanço desse primeiro dia foi positivo, o que demonstra que as empresas aprenderam e estão respeitando as regras", completou Moraes. "Muitos dos problemas encontrados nós vamos resolver com ajustes em semáforos." A Secretaria de Transportes Metropolitanos, responsável por Metrô e CPTM, sugeriu à Prefeitura medidas para "aprimorar" a operação, mas não divulgou as propostas. Segundo o Estado, 6,3 mil passageiros vindos de fretados utilizaram o metrô para seguir viagem. A CPTM registrou 500 usuários a mais pela manhã.

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