Problemas no Prodesp atrasam trabalho de Ciretran

Problemas no sistema de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) estão provocandoatrasos na emissão de documentos de veículos em Campinas. O sistema informatizado, que concentra a emissão dos documentos, funciona apenas de 2 a 3 horas durante o dia, conforme o presidente da Associação dos Despachantes Policiais de Campinas,Francisco Selin.Por conta da falta de acesso da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) ao banco de dados do Prodesp, os despachantes da cidade tiveram que criar um esquema emergencial, com plantões noturnos e de madrugada. ?Os funcionários ficam o tempo todo de plantão na Ciretran à disposição do sistema?, disse Selin.De acordo com o despachante, os 39 funcionários são custeados pela associação, que gasta cerca de R$ 70 mil por mês para mantê-los. Durante o dia, explicou ele, o sistema do Prodesp fica acessível no início da manhã e no horário do almoço, com oscilações.?É um sistema antigo e obsoleto, que não atendeà demanda?, alegou. Selin afirmou que a frota de veículos em Campinas dobrou nos últimos seisanos, de 250 mil para 500 mil automóveis. Por dia, os aproximadamente 100 despachantes que atuam na cidade dão entrada em cerca de mil novas solicitações de documentos, entre transferências, registros de carros zero quilômetro, carteiras demotorista e licenciamentos.Mesmo com o esquema criado na Ciretran, a emissão dos documentos atrasa em média cinco dias, disse o despachante. Ele comentou que o problema ocorre há um ano, mas se agravou desde novembro do ano passado. Em Mogi Guaçu, a emissão dosdocumentos chega a demorar 60 dias, disse.?A situação em Campinas só não é caótica como a de Mogi Guaçu porque criamos o plantão?, argumentou o despachante, afirmando que o acesso ao sistema é a única alternativa, já que não é possível emitir os documentos manualmente. Ele disse que o Prodesp foi acionado várias vezes, mas o problema não foi resolvido.O delegado da Ciretran de Campinas, Carlos Caviolla, confirmou as dificuldadesde acesso ao sistema, mas alegou que não tem informações sobre possíveisalterações. No Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em São Paulo, ninguém daassessoria de imprensa foi encontrado para dar informações.

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