Problemas nos carros alegóricos por pouco não complicam desfile da Nenê

A Nenê da Vila Matilde entrou no Sambódromo e logo viveu um drama. A barra de direção do carro abre-alas apresentou problemas e parte de sua estrutura adernou perigosamente para a direita, dando a impressão que iria atingir a lateral que divide a passarela do público. Samba no pé, a escola foi em frente, empurrada pela garra de seus integrantes, enquanto o carro ficou para traz, parado na avenida. Outros dois carros também apresentaram problemas, mas esses logo foram superados. Bem-humorado, o presidente da escola, Betinho, comentou: "O carro também tá sambando." Apesar dos problemas, a escola encerrou o desfilo dentro do tempo. A bateria da Nenê, conhecida por ser uma das melhores de São Paulo, veio com uma batida funk empolgante. E também apresentou uma novidade, entrando de frente, direto no recuo. Com isso, deu tempo para a porta-bandeira e o mestre-sala fazerem uma exibição mais tranqüila ao público. Na dispersão, o pandeirista Alberto Alves da Silva, o ´seu Nenê´, 84 anos, fundador da escola, resumia: "O samba é muito bom. Ajudou muito." Na realidade, a presença do velho sambista - que apareceu entre os bonecos de metal da comissão de frente - foi uma emocionante surpresa. Andando devagar, mas com extrema elegância, seu Nenê chegou a esbarrar em uma das alegorias. A escola apresentou o tema "Mama Bahia - Ópera negra Lídia de Oxum", uma homenagem aos orixás e a todo o povo da Bahia. Outra surpresa foram as duas alas de baianas apresentadas pela Nenê.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.