'Problemas são sistêmicos, não eleitorais', diz Mercadante

Petista rechaça acusação de que os partidos de oposição estariam por trás dos problemas de terça-feira

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, rechaçou a tentativa dos adversários de ligar aos partidos de oposição a paralisação e tumultos ocorridos terça-feira no metrô paulista.

Para Mercadante, os atrasos e paralisações são "sistêmicos" e ocorrem por sobrecarga nas linhas e falta de investimentos do governo estadual, comandado pelo PSDB, partido do seu principal adversário na campanha eleitoral, Geraldo Alckmin.

"Em 2009, foram 30 paralisações, o que mostra que a linha vermelha (onde ocorreram os problemas anteontem) é a mais sobrecarregada do planeta. Em 2010, foram 12 paralisações. Não tem nenhum incidente concentrado em ano eleitoral, como sugeriram, mas há um problema sistêmico", disse Mercadante, durante visita a Franca (SP).

Problema elétrico. O petista rechaçou ainda as explicações oficiais de que uma blusa presa na porta de uma composição teria provocado a paralisação e o tumulto no metrô. "Também não me parece razoável a explicação da blusa, pois quando há algum problema na porta a composição não sai", avaliou.

Para o candidato, a hipótese mais provável é de ter havido problema elétrico que causou um "efeito dominó" e levou passageiros a sair dos vagões.

O candidato criticou ainda a atitude de Soninha Francine, ex-vereadora e coordenadora da campanha do presidenciável José Serra (PSDB) na internet, que, por meio do microblog Twitter, tentou ligar os problemas à oposição. "Foi uma coisa precipitada, irresponsável e, infelizmente, o retrato do desespero de uma candidatura que tem pouco a apresentar ao País. Nós, que somos de oposição (ao governo paulista), tivemos cautela, pedimos para aguardar o diagnóstico antes de qualquer informação."

Sabatina. Pela manhã, Mercadante participou, de uma sabatina com jornalistas do Grupo Correia Neves (GCN), que publica o jornal Comércio da Franca e ao qual pertence a Rádio Difusora.

Durante a sabatina, o petista fez várias críticas ao PSDB e a Alckmin, que já foi governador do Estado. As ações dos tucanos para a segurança pública e ao sistema penitenciário foram os principais alvos de suas críticas.

Encerrado o evento, Mercadante fez campanha e um pequeno comício na região central da cidade. O candidato chegou até a tomar café, bebida que deixou de beber em 1989 após uma intoxicação. "Não resisti ao cheiro."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.