Procon alerta empresas aéreas sobre crise na alta temporada

A diretora executiva do Procon, Marli Aparecida Sampaio, alertou as companhias aéreas para que tomem medidas preventivas em relação a situação nos aeroportos que deverá ficar mais crítica com a proximidade da alta temporada no verão brasileiro. "A tendência para o final do ano é piorar, por isso recomendamos que as empresas façam medidas preventivas. Se houver atraso de vôo, o que parece inevitável, que as companhias tenham o mínimo de infra-estrutura para atender o passageiro", salientou.Segundo Marli Sampaio, desde o início da crise nos aeroportos, em outubro, o número de reclamações no Procon tem sido crescente. "Só tem aumentado o número de reclamações em relação ao começo da crise. Com a divulgação do nosso canal de reclamações isso só tende a aumentar cada vez mais".Sobre o boletim da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que contabiliza apenas vôos com atrasos acima de uma hora, a diretora executiva do Procon-SP discorda. "Consideramos atrasos a partir do instante que o consumidor se sinta lesado. Se ele tem um compromisso marcado e o avião atrasa dez minutos ou uma hora já é dano para o passageiro", ressaltou. "Qualquer tipo de atraso que tenha reflexo na vida patrimonial do consumidor é digno de reclamação", justificou.Ainda assim, Marli Sampaio ressaltou: "Se eles (Anac) consideram atrasos de vôos a partir da primeira hora, isso significa que as companhias aéreas já são obrigadas a prestar todo tipo de assistência ao consumidor a partir desse momento, o que não vem ocorrendo desde o início da crise, o que nos levou a autuar as aéreas TAM e Gol".A diretora executiva disse ainda que as agências de viagens também tem recebido reclamações, mas afirmou que elas não estão na mira da lista de autuações. "A preocupação, por enquanto, em relação às agências é que elas atendam as reclamações dos consumidores".

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