Procura pelo Disque 100 subiu 7,6 vezes em 4 anos

O número de denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes feitas ao Disque 100, mantido pelo Ministério da Justiça, também dobrou entre 2006 e 2007. Passou de 13.830 para 24.931. Desde 2003, quando o serviço que era de uma associação passou a ser mantido pelo governo, o aumento foi ainda maior: 666%. Naquele ano, eram recebidas em média 12 ligações por dia. Hoje, já são 92 telefonemas diários. São Paulo é o líder em denúncias, com 7.206 nos últimos seis anos. Mas é o que tem o menor índice em relação à população, 19,46 denúncias para cada 100 mil habitantes. No Maranhão, por exemplo, a taxa é de 59,85. Um terço das ligações está relacionado a casos de pornografia, abuso sexual ou exploração sexual de menores. O restante é de negligência e violência. Cada denúncia pode envolver uma ou mais vítimas.Os casos relatados ao Disque 100, em sua maioria, não têm relação com a internet. Enquanto os pedófilos que agem online são desconhecidos da vítima, nos casos presenciais, o abuso normalmente é feito por pessoas próximas ou da família. Nesses casos, os principais afetados são de classes sociais de renda mais baixa, principalmente as vítimas de exploração sexual comercial, muito pobres e vulneráveis a aliciadores. O Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescente é gratuito e funciona diariamente de 8 às 22 horas, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos competentes num prazo de 24 horas e mantidas em sigilo.Nos crimes pela internet, a maioria das vítimas pertence às classes média e alta. Segundo pesquisa do Ibope de 2007, há 1,3 milhão de crianças de 6 a 11 anos no Brasil que navegam em média 20 horas por mês. Desses jovens, 64% usam comunicadores instantâneos e sites de relacionamento. São exatamente os serviços em que há a maior probabilidade de assédio, aliciamento e distribuição de pornografia infantil. COMO PROTEGER SEU FILHOVigilância: mantenha o computador em uma área comum da casa, numa posição em que a tela fique visívelAproximação: fique alerta se a criança procura esconder ou fechar uma janela na tela quando alguém se aproximaTempo: limite o tempo que a criança, independentemente da idade, passa no computador Conteúdo: procure saber quais sites seu filho acessa. Busquem endereços novos juntosFiltros: use programas que filtram ou bloqueiam o acesso a sites imprópriosConversas: peça para ler o que seu filho escreve em salas de bate-papo, MSN ou OrkutAmizades: conheça os amigos virtuais de seu filhoEncontros: não permita que a criança marque encontros sem sua permissão. Caso permita o encontro, peça para ele combinar em um local público e vá juntoSilêncio: fique alerta se perceber que seu filho não quer falar muito ou mente sobre alguém que conheceu na internetLazer: planeje períodos de lazer longe do computador e da TVDistância: não deixe que seu filho prefira o computador à companhia de parentes e amigos

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