Procura por empréstimo para linha branca ainda é pequena

No primeiro mês de funcionamento da linha de crédito para compra de produtos da linha branca (fogão, geladeira, máquina de lavar...), o Banco do Brasil emprestou apenas R$ 1,8 milhão, pouco mais de 1% do total dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) reservados para a linha (R$ 160 milhões). Foram feitas 2,5 mil operações, com valor médio de R$ 710.A linha de financiamento desenhada pelo governo - apenas BB e Caixa Econômica Federal (CEF) fazem essa operação - fixa uma taxa de juros de 2,53%, por um prazo de até 36 meses, e valor máximo do bem de R$ 900. Os procedimentos, no entanto, podem estar desestimulando a demanda pelo crédito, pois é necessário primeiro solicitar um crédito pessoal no banco, cuja taxa é de 5,3% ao mês, e no prazo de cinco dias apresentar ao banco a nota fiscal de compra do produto para que a taxa a ser cobrada seja alterada para aquela fixada para a linha. O vice-presidente de Varejo e Distribuição do Banco do Brasil, Edison Monteiro, afirmou que, a fim de incentivar a procura por esta linha de crédito, o banco começará a fazer parcerias com as redes de varejo para ampliar a divulgação. Já a linha de crédito destinada à aquisição de materiais de construção, lançada em setembro, contabiliza até agora 8,4 mil contratos, que movimentaram R$ 20 milhões. Os valores médios dos contratos ficaram em R$ 2 mil. Para esta linha foram destinados R$ 200 milhões do FAT. As taxas são de 1,98%, com prazo máximo de 24 meses. O valor mínimo a ser emprestado é de R$ 100.

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