Procuradas, autoridades desconfiaram de denúncia

Jorge Siqueira Neto disse que, no dia de sua expulsão da Favela Kelson?s, foi à 22ª Delegacia, na Penha, para registrar queixa sobre a ameaça de morte e o saque ao seu trailer. Ele também procurou o serviço reservado e a corregedoria da PM, a Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança, o Ministério Público Estadual e a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. Ainda em junho, o Estado procurou essas autoridades. Elas confirmaram os contatos, mas manifestaram desconfianças em relação a Siqueira. Mais informações Além da denúncia do desaparecimento de 200 pessoas parecer inverossímil, havia a suspeita de que o líder comunitário estivesse sendo usado por traficantes expulsos da comunidade, do Comando Vermelho. No domingo, o governador Sérgio Cabral Filho também especulou sobre uma possível ligação dele com criminosos. Ao Estado, Siqueira negou defender interesses de traficantes, mas admitiu ter contato com parentes dos criminosos, que também teriam sido expulsos. O delegado Alcides Iantorno, titular da 22ª DP, disse que todas as informações dadas pelo líder comunitário foram examinadas, mas não encontraram respaldo em testemunhos na comunidade. "Jorge dizia algumas coisas verdadeiras e outras fantasiosas. Ele estava sempre aqui na delegacia, trazendo informações, e parecia circular livremente. Nunca me pediu proteção."

Rio, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2012 | 00h00

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