Procurador diz que é cedo para saber quem matou promotor

O procurador-geral de Minas Gerais, Nedens Ulisses Freire Vieira, preferiu não atribuir ainda à "máfia dos combustíveis" a responsabilidade pelo assassinato do promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, ocorrido hoje em Belo Horizonte. "Não saberia dizer se a investigação sobre os combustíveis foi a causa. O que sabemos é que a ameaça pode ter saído daí", informou.Conforme Vieira, no entanto, "se o crime tiver sido uma tentativa de intimidação da procuradoria, ela ser á inócua". Segundo o procurador-geral, será criada uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público Estadual e as polícias Civil e Militar, que conduzirão as investigações sobre o crime.Vieira confirmou que os promotores de justiça que continuam atuando neste receberão proteção especial pela Polícia Militar.De acordo com informações da assessoria de imprensa do MP, Santos, juntamente com outros representantes da Promotoria de Defesa do Consumidor, era responsável por vários processos administrativos e inquéritos em andamento no Ministério Público. Entre estes estão as investigações e denúncias contra postos que fabricavam e vendiam combustíveis adulterados, a propaganda enganosa de juros zero das revendedoras de automóveis, a falsificação de medicamentos, o corte do fornecimento de energia e a cobrança de sobretaxa dos consumidores que ultrapassassem a meta de consumo, conforme determina o programa de racionamento do governo federal.O corpo do promotor será velado a partir das 21h30, na sede do Ministério Público Estadual em Belo Horizonte.

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