Procurador foi envenenado por namorada, diz polícia de Minas

O veneno para ratos foi colocado nos alimentos; "Foi uma dose única e letal", disse delegado

Leonardo Werner, especial para o Estado,

29 de janeiro de 2008 | 22h03

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o procurador federal Oswaldo Francisco de Almeida, morto em 10 de outubro de 2006, foi assassinado com o uso do veneno para ratos, conhecido como chumbinho. Até então, considerava-se que o óbito se dera por causas naturais, uma vez que Almeida era cardíaco e diabético. A investigação aponta como responsáveis pela morte Evandra Reis Oliveira, ex-namorada do procurador, e Pedro Raimundo Alves de Oliveira, companheiro dela e, segundo a polícia, amante, à época do crime.   O homicídio ocorreu em Salinas, a 680 km ao norte de Belo Horizonte. De acordo com depoimento da filha do procurador, Almeida havia voltado de uma caminhada de uma hora, quando comeu um lanche preparado por Evandra -com vitamina, pão e biscoito. O veneno foi colocado nos alimentos. "Foi uma dose única e letal", disse Oswaldo Wiermann Júnior, delegado da Divisão de Crimes Contra a Vida.   Segundo o delegado, a acusada cometeu o crime por tramar se apoderar de duas apólices de seguro feitas pelo procurador em nome dela. Caso Evandra e Oliveira sejam condenados, a pena máxima pode chegar a 30 anos de prisão. A reportagem não conseguiu entrar em contato com defensores do casal indiciado.

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