Procurador quer condenação para ministro Paulo Medina

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou nesta segunda-feira, 23, que tem certeza de que o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), praticou um crime e que precisa ser condenado. Investigado pela Operação Hurricane, Paulo Medina não foi preso. "A convicção é que essas pessoas contra as quais eu ofereci denúncia realmente cometeram delitos", disse procurador durante entrevista concedida no Supremo Tribunal Federal (STF). "Espero, portanto, que haja condenação afinal e sejam responsabilizadas", acrescentou Souza. O procurador explicou que a investigação foi muito ampla e que começou em agosto do ano passado. Ele disse que acompanhou pessoalmente as diligências. Após analisar as provas, ele afirmou que ficou convicto da responsabilidade dos investigados. Souza pediu ao relator do inquérito no STF, ministro Cezar Peluso, que decretasse a prisão preventiva dos 25 investigados que foram presos no dia 13. Além deles, o procurador requisitou a prisão de Paulo Medina. No entanto, Peluso não atendeu ao pedido. Com isso, foram soltos três juízes e um procurador da República. Na denúncia encaminhada na última sexta-feira ao STF, Souza sustenta que o grupo de magistrados praticou os crimes de quadrilha, corrupção passiva e prevaricação. Além da denúncia, o procurador pediu a prisão preventiva dos investigados e o desmembramento do inquérito. Peluso negou a prisão, mas determinou o desmembramento. Com isso, os investigados que não são autoridades passarão a ser investigados perante a 6ª. Vara Federal do Rio de Janeiro.

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 19h47

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