Reprodução/TV Globo
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Procuradora acusada de torturar criança se entrega à Justiça no Rio

Vera Lúcia estava foragida desde quarta-feira; MP determinou que ela deverá custear tratamento psicológico para vítima

Fabiana Marchezi, Gabriela Moreira e Rita Cirne - estadão.com.br

13 de maio de 2010 | 12h36

RIO - A procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant'anna Gomes, acusada de torturar uma menina de 2 anos que estava sob sua guarda provisória, se entregou à Justiça às 12 horas desta quinta-feira, 13, no Fórum do Rio, no centro da cidade.

 

Ela foi levada para a carceragem do Tribunal de Justiça da capital e será encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. De acordo com informações do TJ, a procuradora ficará presa no presídio Bangu 8, no complexo penitenciário de Bangu, onde há celas especiais (para quem diploma de curso universitário).

 

O advogado da acusada, Jair Leite Pereira, disse que Vera Lúcia ainda tinha esperanças de ter a prisão revogada. Ela chegou ao TJ com um turbante cor de rosa na cabeça e óculos escuros. Chorou em alguns momentos ao se apresentar, por volta das 12h15.

 

A acusada estava foragida desde quarta-feira, 5, quando foi decretada a sua prisão. Na segunda-feira, 10, a Justiça negou a liminar que pedia a revogação da prisão da procuradora. Para a desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, Vera Lúcia mostrou "verdadeiro desprezo pela lei".

 

Ex-funcionárias da procuradora denunciaram o caso de agressão para a polícia. Segundo elas, a menina começou a apanhar no dia seguinte ao da adoção. No dia 14 de abril, o Conselho Tutelar foi ao apartamento e encontrou a criança com diversos hematomas.

 

Tratamento

 

Segundo o MP, a procuradora deverá custear o tratamento psicológico e/ou psiquiátrico para a menina, em unidade da rede particular de Saúde, no valor de 10% de seus rendimentos. A Justiça enviou ofício ao abrigo onde a criança se encontra para que seja providenciado o profissional que fará o tratamento no prazo de dez dias.

 

A ação sustenta que o tratamento psicológico a ser imediatamente iniciado contribuirá para atenuar, desde logo, o sofrimento da criança, proporcionando-lhe a oportunidade de se tornar uma pessoa livre dos traumas acarretados pelos atos praticados pela ré.

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