Fábio Motta/AE
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Procuradora é condenada a 8 anos de prisão por torturar filha adotiva

Por decisão ser de primeira instância, defesa de Vera Lúcia Sant'Anna Gomes pode recorrer

Priscila Trindade, da Central de Notícias

08 de julho de 2010 | 14h54

SÃO PAULO - A procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, de 67 anos, foi condenada nesta quinta-feira, 8, a oito anos e dois meses de prisão por torturar uma menina de dois anos que estava sob sua guarda provisória. A decisão é do juiz Mario Henrique Mazza, da 32ª Vara Criminal do Rio. Por ser de primeira instância, a defesa da procuradora pode recorrer.

 

O caso de tortura foi denunciado pelos empregados da procuradora. Eles afirmaram que ela agredia fisicamente e a menina. A criança foi encontrada pelo Conselho Tutelar no apartamento de Vera Lúcia com sinais de maus tratos. O Laudo de Exame de Corpo Delito e o boletim médico assinado por médicos da emergência pediátrica do Hospital Miguel Couto, onde a criança foi levada, comprovaram as agressões.

 

Em sua decisão, o juiz afirmou que as provas "praticamente incontestáveis, vez que colhidas na própria residência da ré por uma juíza de Direito e depois traduzidas em imagens pelas fotos já mencionadas, não deixam nenhuma dúvida de que a pequena vítima não só foi, como vinha sendo frequentemente e permanentemente castigada ao longo do quase um mês em que permaneceu sob a guarda da acusada."

 

Hoje, o magistrado negou ainda a transferência da ré para prisão domiciliar e manteve a prisão cautelar dela, que respondeu ao processo presa.

 

Vera Lúcia se entregou à Justiça no dia 13 de maio e foi levada para o Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio. O advogado da procuradora, Jair Leite Pereira, não foi encontrado para comentar a decisão.

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