Produto químico afeta funcionários em Viracopos

Quinze funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, 95 quilômetros a noroeste de São Paulo, apresentaram sintomas como mal-estar, irritação na mucosa dos olhos e cefaléia por causa do vazamento de um produto químico no setor de importações do Terminal de Cargas, nesta sexta-feira, por volta da 1 hora da madrugada.Eles foram levados ao Hospital Municipal Mário Gatti, onde permaneceram em observaçãoaté as 9 horas. Apesar dos sintomas, os funcionários não tiveram intoxicação nem precisaram ser medicados, conforme a assessoria de imprensa do hospital.A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), informou que o produto foi identificado como Surfynol 61, inflamável e de baixa toxidade. O material chegou a Viracopos no vôo 8431 da empresa aérea Absa, vindo deMiami, informou a assessoria de imprensa da Infraero.A indústria química Air Product Brasil importou dois baldes do Surfynol 61 e três do 104, para dois clientes em São Paulo, explicou o gerente comercial, Wagner Zago. De acordo com a Infraero, os cinco baldes pesam 88 quilos.No Terminal de Cargas, um dos funcionários notou um princípio de vazamento e iniciou o plano de segurança, informou a Infraero. A área foi isolada, o material, removido, e os 15 empregados que estavam próximos encaminhados ao Mário Gatti, onde ficaram em observação, divulgou a assessoria.Ainda conforme a assessoria, apenas um funcionário teve contato direto com oproduto. A área foi limpa e o Terminal de Cargas voltou a operar normalmente em seguida, sem prejuízos, afirmou a assessoria.Zago comentou que o material é usado na composição de tintas acrílicas, paraautomóveis e imóveis e cera automotiva. Ele disse que o produto geralmente é trazidoao Brasil por navio. ?Mas dois clientes precisavam com urgência de uma quantidadepequena, e a importação foi feita via aérea?, disse.De acordo com o gerente, o Surfynol, marca registrada, tem cheiro parecido com o de tinta comum. Ele disse que a Air Product tem uma fábrica agroquímica na Bahia e trabalha com importação de materiais produzidos em outras unidades da empresa no mundo. A causa do vazamento será analisada pela empresa e pela Infraero.

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