Produtor gaúcho rejeita vacinação preventiva

Em reuniãoencerrada há pouco, na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), os produtores rurais gaúchosrejeitaram uso da vacinação preventiva do rebanho contra a febre aftosa.Foram 47 votos contrários à vacinação e 25 afavor, num colegiado formado pelos 72 sindicatos rurais filiados à Farsul. Destes, 21 votos foram apresentados por fax.Opresidente do Farsul, Carlos Sperotto, ressaltou que apesar da posição, a direção da entidade foi autorizada pelos sindicadosfiliados a rever essa decisão a qualquer momento.Ele esclareceu que o surgimento de novos fatos poderia motivar umamudança da decisão adotada nesta quarta.Sperotto afirmou que diversos fatores pesaram na decisão dos sindicatos rurais, entre elesa ausência de aftosa na região da Mesopotâmia Argentina (Entre-Ríos, Corrientes e Misiones) e os prejuízos que o comérciode produtos agropecuários poderia sofrer com a retomada da vacinação no Estado.O presidente da Farsul disse que irádefender essa posição na reunião que a Comissão de Agricultura Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativagaúcha realiza nesta quinta, a partir das 9h30."Esta foi uma decisão opinativa e vamos defendê-la em todos os colegiados emque estivermos debatendo o assunto, disse.O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlosde Oliveira, participa da reunião desta quinta, quando a aftosa e a vacinação preventiva do rebanho voltarão a ser discutidas.

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