Produtores de SC encaminham reivindicações ao governo

Chuvas no Estado provocaram perdas nas safras de feijão, arroz, cebola e fumo, além de pecuária e leite

Fabíola Salvador, Agência Estado

04 de dezembro de 2008 | 15h48

Anistia das dívidas de custeio da safra 2008/09, verbas para o refinanciamento das lavouras e a liberação de recursos para reestruturação das propriedades rurais são três das reivindicações que serão encaminhadas pelos agricultores de Santa Catarina ao governo federal. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), as fortes chuvas que atingiram o Estado no mês de novembro provocarão a redução de 80% na safra de feijão. Também houve perdas, segundo a Faesc, nas lavouras de arroz, fumo e cebola, além da pecuária de leite. Veja também:Saiba como ajudar as vítimas das chuvas Resultados sobre leptospirose saem em 20 diasSC pede que Estados voltem a mandar doaçõesMais de 30 mil voltam para casa em SCLigação entre PR e SC continua interditada Solo pode demorar 6 meses para estabilizarIML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas    A federação não estimou o valor dos financiamentos de custeio, mas defendeu a criação de uma linha de crédito especial a fundo perdido de R$ 2,5 mil para os agricultores que não têm financiamento para a manutenção da renda familiar. Para reestruturação das propriedades, a necessidade é de liberação de até R$ 100 mil por produtor, com prazo de 10 anos, com três de carência para pagamento e juros de 2% ao ano. Esses financiamentos precisam ser concedidos aos produtores rurais sem a apresentação de garantias. A federação defende a liberação de valor mínimo de R$ 1 mil por produtor de leite e hortigranjeiros que estejam em áreas atingidas pelas enchentes e que foram classificados em estado de calamidade pública ou emergência. Também há um pleito para prorrogação de todos os débitos de crédito rural (custeio, investimento, crédito fundiário e empréstimos do Fundo de Desenvolvimento Rural) por no mínimo dois anos com juros dos atuais contratos, com vencimentos máximos de 25% das parcelas a cada ano, sendo a primeira parcela a ser paga em abril de 2010.

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