Produtores rurais de Unaí reclamam de preconceito

O Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí divulgou hoje um manifesto no qual repudia "suspeitas baseadas em preconceitos" contra fazendeiros da região pela chacina de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, assassinados a tiros na cidade, no dia 28 de janeiro. "Rejeitamos terminantemente esse processo, que visa lançar a classe rural de Unaí na vala comum do banditismo, vitimando, com certeza, pessoas e famílias inocentes", diz o documento, dividido em nove tópicos.Os ruralistas afirmam que se associam àqueles que exigem a apuração dos crimes e dizem desconhecer a ocorrência de trabalho escravo na região. "A agropecuária que aqui se pratica está entre as mais modernas do mundo", diz o texto. No manifesto, os produtores rurais garantem que "as distorções trabalhistas" encontradas nas fazendas "não diferem das ocorrências nas atividades urbanas", que são "rotineiras" devido à "complexidade da legislação trabalhista".Após o assassinato dos auditores Nelson José da Silva, João Batista Soares Lages, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, a Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais (DRT-MG) suspendeu as operações na zona rural do Estado. O chefe da DRT-MG, Carlos Calazans informou que os trabalhos em algumas regiões deverão recomeçar já na próxima semana. Ele solicitou apoio da Polícia Militar e do Ministério Público para que integrantes destes órgãos possam acompanhar os fiscais em determinadas diligências.

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