Professor de futebol é preso sob acusação de pedofilia

Professor de futebol do Centro Desportivo Municipal do Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, João Batista Lisboa, de 39 anos, o Neguinho, foi preso por abusar sexualmente de seus alunos, crianças entre 11 e 13 anos. "Quando eu ficava sozinho com um daqueles moleques, dava um branco na minha cabeça. Eu fazia aquilo e nem pensava no que estava fazendo", justificou o acusado em depoimento à polícia.Neguinho está preso por ordem do juiz corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária, Maurício Lemos Porto Alves. Nesta segunda-feira, na sede da 5ª Delegacia Seccional (Leste), o professor afirmou ter cometido violência sexual contra um dos meninos. Garantiu, porém, que se limitou a obrigar a vítima a masturbá-lo "três ou quatro vezes".Os delegados Pietrantonio Minichillo de Araújo e Marco Antônio de Paula Santos, porém, garantem que existem provas de que quatro meninos foram molestados pelo professor: dois de 11 anos, um de 12 e outro de 13. Outros 106 alunos serão ouvidos pela polícia. Neguinho começou a dar aulas na zona leste em fevereiro do ano passado.As violências sexuais tiveram início em maio. Uma das mães desconfiou do comportamento do filho - que insistia em tomar banho - e encontrou esperma no short do menino. Segundo a polícia, o acusado ameaçava matar os pais dos garotos, caso eles revelassem a violência. "Ele tinha conhecidos numa favela próxima, levava as crianças até lá e mostrava que essas pessoas andavam armadas e eram suas amigas", disse Paula Santos.Em seu depoimento à polícia, o professor confessou que cometia os crimes numa pequena sala do próprio centro desportivo e em viagens com o time. Além da confissão, uma fita gravada também o incrimina. Assim que soube da suspeita de uma das mães, Neguinho ligou para um de seus alunos.No telefonema, ele afirmou que o time ia ser desfeito, por causa da desconfiança contra ele. Na conversa, negou para o menino que tenha violentado um de seus colegas, mas confirmou: "Com você eu fiz duas vezes. Não comenta nada com ninguém".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.