Professor de futsal preso por pedofilia em SC

Presentes e promessa de evolução no time atraíam os adolescentes

Rafael Carvalho, FLORIANÓPOLIS, O Estadao de S.Paulo

07 de dezembro de 2007 | 00h00

O professor de futsal Éderson Ribeiro da Rosa, de 29 anos, foi preso em flagrante no fim da tarde de anteontem na cidade de Jaraguá do Sul, norte de Santa Catarina, acusado de abusar sexualmente de três garotos, com idades entre 11 e 13 anos. A denúncia partiu da mãe de um dos alunos de Rosa, que não cedeu às artimanhas do professor e o delatou. A Polícia Civil da cidade apreendeu dois computadores na casa do professor com fotos de pelos menos três menores nus, com quem Rosa teria admitido manter relações sexuais. Em entrevista a uma emissora de TV local, a mãe do garoto que denunciou o professor informou que Rosa chamava os garotos para dormir em sua casa com a desculpa de sair cedo para jogar no dia seguinte. Para convencer os adolescentes, o professor prometia presentes em shoppings e destaque nos times que treinava. "Ninguém poderia imaginar que ele fosse uma pessoa assim. Sempre pareceu dedicado com as crianças", declarou a mãe, que preferiu não se identificar. Ela entrou com uma denúncia formal no Conselho Tutelar de Jaraguá do Sul há mais de um mês. Esse foi o ponto de partida para o início das investigações da Polícia Civil. O futsal virou mania na região depois dos investimentos feitos pelo Malwee, onde joga o craque Falcão. O time foi campeão brasileiro de futsal neste ano e é a base da seleção brasileira. O delegado Guilherme de Melo Alberto, responsável pelo inquérito, declarou que, em conversas informais, o professor teria confirmado abuso a quatro garotos. Ainda segundo o delegado, Rosa se apresentava como professor voluntário em colégios públicos, onde escolhia suas vítimas.Peritos passaram o dia de ontem analisando o conteúdo dos dois computadores apreendidos com o professor. Ele foi denunciado por pedofilia, atentado violento ao pudor e corrupção de menores. Foi encaminhado ao presídio de Jaraguá do Sul, onde permanece encarcerado na chamada "cela do seguro", destinada a criminosos sexuais. O delegado agora tenta localizar as famílias de mais dois adolescentes que aparecem nos vídeos e fotos apreendidos. Além dos computadores, uma máquina fotográfica digital, um aparelho celular e um pen drive foram achados. Ontem, depois de acompanharem a notícia pela televisão, várias pessoas foram até a delegacia da cidade para saber se o professor era treinador de seus filhos, mas ninguém reconheceu Rosa. O delegado Guilherme Alberto declarou que as imagens que aparecem nos filmes e vídeos apreendidos são capazes de chocar e indignar qualquer pessoa.

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