Professor é agredido por ex-aluno no Distrito Federal

Ao ser impedido de entrar na escola, aluno apedrejou carros do estacionamento e bateu no professor

Carina Urbanin, Agência Estado

30 de maio de 2008 | 19h04

O professor de história do Centro de Ensino Fundamental nº4 de Ceilândia (DF), Valério Mariano dos Santos, de 41 anos, foi agredido por dois jovens na quinta-feira, 29. Ele recebeu alta ainda naquela noite e já se recupera em casa. Após ter sido atacado por pelo ex-aluno Laerte Furtado, de 21 anos, e seu primo, Leandro Henrique Alves, de 19 anos, o professor foi levado desacordado para o Hospital Regional de Ceilândia. Segundo o delegado Adval Cardoso de Matos, da 15ª Delegacia de Polícia, no município, os dois agressores já foram ouvidos, responderão ao processo em liberdade e poderão ser condenados em até oito anos de prisão. Ambos os acusados possuem antecedentes criminais. O delegado explicou que antes da agressão, Laerte tentou entrar na escola, porém foi surpreendido e colocado para fora pelo professor Valério. O ex-aluno então começou a jogar pedras nos carros dos professores que estavam estacionados. Santos, ao ver a atitude de Laerte, saiu correndo atrás do rapaz, que em seguida encontrou seu primo na rua e começaram a espancar o professor. Matos ainda informou que Santos, há alguns anos, foi o coordenador responsável pela expulsão de Laerte do centro de ensino. Segundo Matos, a agressão poderia ter sido evitada. "Foi um erro ir atrás do rapaz, a nossa orientação é que em casos como esse a polícia seja acionada, este é o procedimento correto", destacou. "É sempre importante que professores tenham, em mãos, o telefone de uma delegacia", concluiu. A Secretaria Municipal da Educação classificou o acontecimento como "repudiável". Eles também ressaltaram que está sendo feito, em todo o Distrito Federal, um programa para a Redução da Violência e Promoção da Cultura da Paz. Os professores e alunos de 619 escolas públicas do Estado estão respondendo a formulários para que o quadro de violência nas escolas seja definido. Esses formulários serão avaliados pela secretaria que avaliará as carências de cada escola, e assim, poderá chegar a iniciativas eficazes de segurança.

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