Professora esfaqueada por aluno no Paraná permanece internada

Ana Paula Marino Cezar foi atacada com 8 facadas, mas não corre risco de morte; jovem deve responder por tentativa de homicídio

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

05 de setembro de 2014 | 11h58

CURITIBA - O quadro de saúde da professora de inglês Ana Paula Marino Cezar, de 30 anos, esfaqueada por um estudante de 14 anos dentro da sala de aula na Escola Estadual Ivanete Martins, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quinta-feira, 4, manteve-se estável, segundo boletim divulgado pelo Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, também na Região Metropolitana. Ana foi atacada pelo jovem durante a aula no momento em que escrevia na lousa, recebendo oito facadas - uma delas perfurou um dos seus pulmões e outras provocaram cortes superficiais nos braços e nas mãos. Ela não corre risco de morte, mas não está definida a data em que receberá alta.

Na manhã desta sexta-feira, 5, dezenas de pais de alunos, professores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Paraná (APP) realizaram uma manifestação em frente à escola para pedir mais segurança aos trabalhadores do sistema escolar. Os alunos ficaram de fora e as aulas foram suspensas na unidade.

O jovem foi apreendido durante a tarde desta quinta-feira e deve responder por tentativa de homicídio. Antes, deverá ser encaminhado para unidade de medidas socioeducativas.

O governo do Estado se manifestou por meio de uma nota da Secretaria de Estado da Educação (SEED) à imprensa. Nela, informou que "prestou todas as ações necessárias em relação ao fato sucedido com a professora, com rápida solicitação de socorro e encaminhamento ao hospital, com o apoio do helicóptero de resgate aéreo".

"Representantes da SEED e do Núcleo Regional de Educação da Área Norte estão no hospital prestando a assistência à professora e sua família", completou a SEED.

Em entrevista à Rádio BandNews FM, o coordenador do Policiamento de Patrulha Escolar, David Parise do Amaral, disse que o ataque do aluno pode ter sido motivado por uma crítica recebida. "Os pais (do garoto) foram chamados com outros alunos para se falar sobre indisciplina e essa professora teria o indicado como um aluno indisciplinado, seria esse o único motivo", afirmou.

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