Professores de SP ameaçam greve hoje

Os funcionários e professores da rede municipal de ensino de São Paulo devem entrar em greve por tempo indeterminado, a partir de hoje. A pauta de reivindicações dos trabalhadores tem 33 itens, incluindo aumento salarial de 43% e incorporação do maior valor de gratificação pago aos professores, no valor de R$ 450. Para marcar o início da greve, programou-se uma manifestação hoje à tarde no centro, na frente da Prefeitura. A Secretaria de Educação informou que não vai manifestar-se sobre a paralisação. De acordo com o sindicato, a Prefeitura propõe pagamento de vale-alimentação mensal no valor de R$ 190, para servidores na ativa que ganham até 5 salários mínimos, e a isenção da contribuição mensal de 3% para o Hospital Servidor Público Municipal (HSPM). Os sindicalistas discordam e querem que o vale seja pago a todos os funcionários e o desconto hospitalar seja opcional. SALÁRIO Conforme os sindicatos de professores, um docente em início de carreira que tenha nível superior recebe R$ 632 de salário por 20 horas semanais de trabalho. Esse valor pode chegar a R$ 950 com o pagamento de bônus e outros benefícios. A última greve da categoria em São Paulo durou 17 dias, entre março e abril do ano passado. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal, cerca de 70% dos docentes pararam. Atualmente, o sistema municipal de educação conta com 1.300 escolas, que empregam 51 mil professores.

Felipe Maia, O Estadao de S.Paulo

25 Setembro 2007 | 00h00

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