Professores municipais ameaçam greve na quarta

Professores e funcionários da rede municipal de ensino de São Paulo ameaçam entrar em greve a partir de quarta-feira (22), quando realizarão uma manifestação na Avenida Paulista. A categoria negocia com a Prefeitura uma pauta de sete reivindicações, incluindo reposição salarial de 62,62% e padronização do auxílio-refeição para todo o funcionalismo. A paralisação pode durar até sexta-feira, ou indefinidamente, segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Adelson Cavalcanti de Queiroz. "Nossa primeira data-base foi agora em maio, e mais uma vez fomos surpreendidos por um reajuste que, embora inconstitucional, era zero", disse Queiroz. A manifestação será às 10 horas, na frente da Secretaria de Gestão Pública, na Avenida Paulista, 7. "Esperamos poder transformar a manifestação em uma festa, no lugar de um protesto." Isso vai depender do resultado da reunião de amanhã(22) do Sistema de Negociação Permanente, entidade que reúne representantes do governo e sindicatos. Além do reajuste para todo o funcionalismo - relativo a perdas acumuladas desde 1994 -, os sindicatos exigem R$ 897,60 por funcionário em vales-refeições atrasados. As reivindicações incluem ainda incorporação de abonos, evolução funcional e medicamentos gratuitos para doenças crônicas.De acordo com a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação, independentemente da greve, não haverá aula na quarta-feira por causa 4ª Parada Pedagógica - uma série de seminários para discutir a formação dos professores.

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