Professores produzem um perfil da violência nas escolas

Professores da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se uniram há um mês para realizar uma pesquisa sobre os índices de violência nas escolas. O levantamento, com detalhes sobre agressões, tráfico de drogas, ameaças a professores, porte ilegal de armas entre alunos, brigas, vandalismo e outras ocorrências, será enviado ao governo do Estado de São Paulo até o mês de outubro. "Queremos mostrar para o governo que, ao contrário do que mostram levantamentos mensais feito nas escolas pelo Estado, a violência cresce a cada dia e nós sentimos isso de perto", afirmou o tesoureiro da Apeoesp, Sebastião Tarcísio dos Santos. Segundo o professor, todos os dias acontece alguma coisa. "O problema é que na maioria das vezes os casos são encobertos. Até por medo". Cerca de 2.500 professores de Jacareí de 30 escolas públicas estão respondendo a um formulário. Os tipos e a freqüência dos delitos relatados por professores serão confrontados com boletins de ocorrência para provar ao governo a situação das escolas de Jacareí. "O ensino sucateado com a progressão continuada deu abertura para mais violência", alegou o professor. A classe quer que o governo envie mais policiamento e melhores condições de ensino, "como segurança e menos alunos por sala de aula". Nesta semana, dois alunos de 15 e 17 anos da escola estadual Francisco Feliciano Ferreira da Silva foram surpreendidos com dois revólveres. Os menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar. Há quinze dias, alunos da escola estadual Waldemar Salgado, de Santa Branca, colocaram uma bomba no banheiro da escola. A força do explosivo derrubou paredes, destruiu totalmente o banheiro e, segundo perícia técnica, poderia ter matado várias pessoas. Apenas dois alunos tiveram ferimentos leves porque estavam distantes do banheiro.

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