Professores querem adicional para trabalhar em áreas violentas

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) quer apresentar ao novo secretário estadual da Educação, Gabriel Chalita, uma proposta para a criação de um adicional salarial específico para os profissionais que trabalhem nas escolas mais afetadas pela violência. Sindicalistas tentavam marcar uma reunião com o secretário. Desde 1993, funcionários de escolas situadas em locais de difícil acesso e com um histórico de violência acentuado já recebem 20% a mais no salário - o Adicional de Local de Exercício. O problema, segundo o sindicato, é que os critérios para a concessão do adicional levam em conta hoje ambas as situações: dificuldade de acesso e violência. "Queremos um adicional caracterizado apenas pela periculosidade", diz a presidente do sindicato, Maria Isabel Noronha. A idéia é que com isso a concessão seja mais rápida. Nesta terça-feira, segundo o sindicato, a secretaria leva até dois anos para liberar o bônus às escolas que o solicitam. "Não se pode ficar à mercê de um processo tão demorado. As pessoas estão correndo risco de vida." Desde 2000, uma comissão formada pela secretaria vem discutindo a atualização dos critérios que definem quais escolas podem ou não pagar o adicional. Mas por enquanto não há uma definição sobre quando devem ficar prontas.

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