Professores realizam nova manifestação em São Paulo

Os professores em greve da rede municipal de ensino, realizam outra manifestação na Rua Líbero Badaró, na altura da Rua Doutor Miguel Couto, no centro da capital paulista, na tarde desta quarta-feira, 12. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o protesto começou por volta das 14 horas e os servidores ocupam a calçada e a faixa da direita da via, mas o trânsito está fluindo bem no local. A Polícia Militar ainda não tem informações sobre o protesto. A decisão da Prefeitura de descontar os dias parados dos professores grevistas não está surtindo efeito. Pelo contrário. Em vez de enfraquecer a paralisação por reajuste salarial, que já dura 16 dias, a medida causou revolta em algumas escolas e acabou fazendo a adesão ao movimento aumentar. A categoria prometeu que manifestação de hoje seria a maior desde o início da paralisação. "Foi uma medida intimidatória e autoritária e que deixou o pessoal ainda mais revoltado", disse um funcionário da Escola de Ensino Fundamental (Emef) Prestes Maia, em Cidade Ademar, zona sul. Os únicos três professores da unidade que não haviam aderido à mobilização até agora avisaram que vão reforçar o protesto na porta da Secretaria de Gestão, que comanda as negociações. Pela primeira vez em duas semanas de paralisação, a escola deve ficar com todas as salas vazias. Na Emef Mauro Faccio Gonçalves Zacaria, no Parque Santo Antônio, zona sul, o clima era o mesmo. "Estávamos mantendo uns 30% dos professores, mas, depois do comunicado, todo mundo deve cruzar os braços e ir para o ato", afirmou ontem um professor. Esta é a maior greve na rede municipal em 16 anos. Segundo a Prefeitura, perto de 150 mil de quase 1 milhão de alunos estão sem aula. Os professores dizem ter parado parcial ou totalmente 75% de cerca de 900 escolas. O impasse nas negociações continua. A Prefeitura mantém a decisão de só retomar o diálogo se os grevistas voltarem ao trabalho. Caso contrário, vai descontar já no próximo mês os dias parados. "Duas propostas feitas à categoria foram recusadas", alegou o secretário de Gestão, Januário Montone.Os professores exigem aumento do piso salarial de R$ 509,00 para R$ 960,00 (para professores com ensino médio) e de R$ 615,00 para R$ 1.159,00 (para os de formação universitária). A Prefeitura não oferece reajuste salarial, mas promete para julho o pagamento de R$ 350,00 da Gratificação de Desempenho Educacional (GDE). Em 2005, a parcela antecipada foi de R$ 275,00. Segundo a Prefeitura, o salário médio da rede é de R$ 2.371,00 e somente 6% dos 53 mil professores recebem o salário-base.

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