Programa de Alckmin sugere crescimento de até 6% ao ano

Com o slogan "crescer para gerar emprego e renda", o candidato a presidente da República do PSDB, Geraldo Alckmin, fez o lançamento de seu programa de governo, nesta quarta-feira, 20, no Rio de Janeiro. O princípio básico, declarado logo abaixo do slogan no encarte do programa, é de que "é perfeitamente possível crescer de 5% a 6% no ano sem comprometer a estabilidade: basta escolher o caminho certo".O programa não propõe nenhuma mudança significativa em relação a política econômica atual e constata que os principais problemas a resolver para elevar as taxas de crescimento do País, no momento, são resgatar a capacidade de investir, reduzir o custo do investimento e aumentar a produtividade da economia.O ajuste das contas públicas tem destaque no programa, que conclui ser "fundamental mudar a estrutura fiscal brasileira", com a "regra básica" de que o governo não pode gastar mais do que arrecada."Este programa visa a criar condições para zerar o déficit nominal com corte de despesas correntes dos governos, incluindo juros, da ordem de 4,4% do PIB no decorrer do próximo mandato", diz o texto.O objetivo declarado no programa é de um "ajuste fiscal definitivo", simultaneamente à participação do setor público na expansão dos investimentos no País.O programa estipula também que a "redução da taxa de juro" induzirá à desvalorização da taxa de câmbio. Além disso, o programa diz também que "é preciso resgatar o papel do sistema de agências reguladoras do Brasil".FHC, o tucano faltosoUm dos principais defensores, entre os tucanos, da estratégia de endurecimento do discurso de campanha contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso transformou-se no único líder nacional de destaque da coligação PSDB-PFL a não ir ao lançamento do programa de governo da aliança. Em seu lugar, mandou uma mensagem por seu ex-ministro da Cultura, Francisco Weffort, que explicou que FHC estava em Nova York, porque assumira antes o compromisso de comparecer à reunião anual da Iniciativa Global Clinton. A participação do ex-presidente na campanha, contudo, é vista com reservas até entre tucanos, que temem que os índices de rejeição a Fernando Henrique contaminem o presidenciável Geraldo Alckmin.

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