Programa de energia de Lula é lançado em clima de festa

O lançamento do programa de energia do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva para um eventual segundo mandato nesta terça no Rio se transformou em festa entre representantes do partido, que cantaram a vitória antecipada do próximo domingo."Que vamos ganhar, temos certeza, mas queremos que seja de lavada, com um índice de mais de 70% para Lula", disse o coordenador do programa, Maurício Tolmasquim, que também preside a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).Mesmo ausentes, os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, enviaram mensagens acompanhando o tom festivo do evento.O tom de festa também ganhou ares de comício em discurso inflamado dos presidentes da Eletrobrás, Aloisio Vasconcelos, e do presidente do Conselho de Administração da Eletrosul, José Drummond Saraiva. Enquanto o primeiro exaltou o fato de que neste governo "não se pensa permanentemente em Wall Street", o segundo cravou que "este governo não é submisso a outros, como anteriormente a gente via acontecer".A posição "desafiadora ao predomínio da América do Norte" do presidente Lula foi destacada ainda no discurso do diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima.AvançosTambém em tom elevado como se estivesse num palanque, o ex-militante do PCdoB disse que "foi possível, a partir de Lula, ver posturas jamais imaginadas anteriormente", como o Brasil não apoiar os EUA na guerra do Iraque e a eleição de Evo Morales, na Bolívia, e Michelle Bachelet, no Chile. "Nossas relações estão mais fortalecidas com nossos vizinhos e mesmo no caso da Bolívia, com esta bruta confusão dos diabos que estamos vendo agora, sei que vamos acabar nos entendendo", acredita Lima.Ele deixou de lado até mesmo o seu recorrente discurso em que costuma criticar o contingenciamento de verbas feito pelo governo federal, e que prejudica novas pesquisas da ANP, para ressaltar que "no governo Lula a ANP se consolidou".Para finalizar o seu discurso, o diretor da ANP também deixou de lado a postura independente exigida da agência reguladora, para bradar o slogan da Petrobras como mote para os próximos anos: "Vamos em frente, rumo ao segundo mandato, porque energia é o nosso desafio", disse.

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