Programa de governo vai embutir promessa de reforma política

Na área econômica, Dilma volta a defender a necessidade de fazer mudanças no[br]sistema tributário

Renato Andrade / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2010 | 00h00

A reforma política terá lugar de destaque no programa de governo da candidata do PT à Presidência. "Quero dizer com todas as letras aos partidos políticos: não dá mais para adiar esta reforma", disse Dilma Rousseff na convenção que formalizou sua candidatura. A mudança no sistema tributário voltou a ser apontada pela ex-ministra como prioridade, mas ela também apresentou propostas para outras áreas.

Dilma deixou claro que cobrará dos aliados, em especial do PMDB, participação efetiva para conseguir deslanchar a reforma política. A ex-ministra afirmou que é preciso "unir o melhor das nossas energias" para conseguir aprovar a mudança.

Na área econômica, Dilma voltou a defender a necessidade de mudanças no sistema tributário, proposta que chegou a ser discutida durante anos pela equipe econômica do presidente Lula, mas que acabou sendo engavetada. "Nossa estrutura tributária é caótica e, se não tivermos coragem de reconhecer isso, jamais faremos esta reforma", afirmou.

A petista propôs a informatização de todo o sistema de tributos para alargar a base de arrecadação e diminuir a alíquota dos impostos. "Outra grande meta é completar a desoneração do investimento, por seu forte efeito sobre as taxas de crescimento."

Política externa. Dilma também defendeu a continuidade da política externa do governo Lula, um dos pontos mais criticados pela oposição. Sem mencionar diretamente o controverso episódio sobre o acordo do Irã, Dilma afirmou que seguirá defendendo, "de forma intransigente, a paz mundial, a convivência harmônica dos povos, a redução de armamentos e a valorização dos espaços multilaterais".

No discurso, ela fez ainda menções para outras áreas como educação, segurança pública, habitação e infraestrutura, uma das diretrizes do plano de governo do tucano José Serra.

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