Programa federal pode ser usado em concessão

Para viabilizar a construção de moradias populares dentro da região da Nova Luz, no centro de São Paulo, a gestão Gilberto Kassab (DEM) pretende atrair construtoras que vão receber financiamento e incentivos do projeto do governo federal "Minha Casa Minha Vida". O programa prevê um aporte de R$ 5 bilhões da União em empréstimos e incentivos a empreiteiras interessadas em encampar empreendimentos para famílias que ganham de 1 a 10 salários mínimos. Nos próximos cinco anos, a previsão é de que seja construído 1 milhão de moradias com o projeto.Ontem, no dia em que o prefeito sancionou os projetos de concessão urbanística e de desapropriação da Nova Luz, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, afirmou que construtoras com suporte do projeto do governo federal poderão construir moradias para famílias de baixa renda e de classe média na Luz. Dos 378 mil metros quadrados da região que serão concedidos à iniciativa privada no centro, 50 mil metros terão de ser ocupados por empreendimentos residenciais. Hoje moram cerca de 3.500 pessoas na Luz, e a maior parte deve ser mantida na região, conforme determina o projeto de concessão aprovado pela Câmara no mês passado. "É uma possibilidade receber essas construtoras com apoio do ?Minha Casa Minha Vida?, já que teremos habitações de interesse social dentro da área de desapropriação", afirmou Bucalem. Antes, porém, o secretário diz que vai concluir, até o final de julho, o edital para a elaboração do projeto urbanístico para a região. MODELO PARA O MUNDOEm discurso feito ao lado de vereadores governistas, Kassab declarou, sem definir prazos, que a Nova Luz será um exemplo para o mundo. "Pelo que tenho conversado com nossos técnicos, com os empresários, não tenho dúvida de que em pouco tempo essa região será um exemplo de urbanismo para o mundo todo." E completou: "Essa primeira fase das desapropriações é a que mais demora, mas já teremos agora o edital do projeto urbanístico. O projeto será acelerado o quanto for possível."

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