Programa mantém visibilidade, mas é só

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João Bosco Rabello, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

O programa do PTB cumpriu o objetivo de manter a visibilidade de José Serra numa fase em que a sua campanha tenta encontrar o caminho que justifique ao eleitor sua proposta de mudança.

E é só. Tecnicamente, o programa é de uma pobreza básica, com o formato de um locutor que usa o vínculo histórico do partido com a causa trabalhista para justificar o apoio a Serra. Tudo entremeado com personagens de rua, previamente selecionados.

Nada de novo - e nada que o adversário real de Serra, o presidente Lula, não possa exibir. Exceção para Roberto Jefferson, cuja aparição mais subtrai que soma, apesar de ser o denunciante do mensalão do PT, mas dele fez parte. O ponto que pode permitir a Serra avançar, o combate à criminalidade, sintetizado na proposta de criação do Ministério da Segurança, tem abordagem convenientemente rápida, já que nem Serra o desenvolveu até agora. Ele terá que reaparecer na TV com algo mais palpável para convencer o eleitor de que a pujança da economia - que maquia as deficiências do governo - convive com mazelas que precisam ser enfrentadas e colocar-se como o melhor perfil para tanto.

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