Programas sociais influenciam na escolha do candidato, diz pesquisa

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira apontou que 58,7% dos 2 mil entrevistados acham que os programas sociais do governo influenciam na escolha do candidato à Presidência da República, enquanto que 33,3% consideraram que não influenciam e 8,2% não sabem ou não responderam. Além do Bolsa-Família, a pesquisa apontou também que os programas de bolsa de estudo para o ensino superior do governo federal, o PROUNI, influenciam na escolha do candidato à Presidência da República, totalizando 53,9% dos entrevistas. Mas 34,1% dos entrevistados acham que isso não interfere no voto. Já 12% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi feita em 195 municípios de 24 Estados, entre os dias 4 e 6. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais.Avaliação estávelA pesquisa mostra que se manteve estável a avaliação positiva do presidente Luiz Lula. Ele obteve 41% ante 38,3% da pesquisa de maio. A avaliação de regular foi de 38,5% ante 37,5% em maio e a negativa, 19,3% ante 22,2% em maio. Ricardo Guedes disse que a avaliação do presidente está estável, em função de a margem de ser de 3 pontos porcentuais. Na avaliação do governo aferida na pesquisa, que se reflete na performance do presidente, 9,2% dos entrevistados afirmaram considerar o governo ótimo ante 8,9% em maio; 31,8% o qualificaram como bom ante 29,4% em maio; 38,5% disseram que é regular (37,5% em maio); 8,1% disseram considerá-lo ruim (8,5% em maio) e 11,2%, péssimo (ante 13,7% em maio).O índice de desempenho pessoal do presidente Lula oscilou de 53,9%, registrados em maio, para 55,8% na pesquisa, enquanto 37% desaprovam seu desempenho (37,8% em maio) e não responderam 7,3% (8,4% em maio).Lula X denúnciasA pesquisa apurou que aumentou a percepção de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava vinculado aos casos de corrupção denunciados no governo. Segundo o levantamento, 18,2% da população associam Lula aos episódios, enquanto apenas 13,5% o faziam em setembro de 2005, no auge das denúncias do escândalo do mensalão. Para o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, o crescimento pode ser associado à campanha do PFL, que atacou fortemente o presidente.Entre os que disseram que Lula está vinculado às denúncias de corrupção (18,2%), 56,2% consideram que ele tinha conhecimento prévio das irregularidades e 29,2%, que ele participou dos atos ilícitos. Dos que não associaram Lula ao escândalo (56,3%), 20,8% o fizeram porque o presidente disse não saber de nada; 18,5% consideraram que todos falaram que ele não sabia, inclusive a oposição; 10,6%, porque ele é um ´homem do povo´; 10,5% porque ele "é honesto"; 8,9%, porque ele está ´governando bem´; e 8,3%, PT e CongressoO levantamento mostra, que caiu fortemente a avaliação de que o PT tinha envolvimento nos episódios. O índice passou de 39,1% em setembro para 22,1% em julho. Para 23% dos entrevistados, o Congresso Nacional está mais vinculado aos casos de corrupção, enquanto 11,3% consideram que o governo está envolvido. Em setembro, eram, respectivamente 24,2% e 10,7%. Cresceu fortemente - de 12,7% para 25,5% - o total dos entrevistados que não sabem ou não querem responder a quem as denúncias estão vinculadas.

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