Proibida propaganda de cigarro e bebida perto de escolas do Rio

O prefeito Cesar Maia (PFL) assinou decreto que proíbe a propaganda de cigarros, bebidas e alimentos a menos de 200 metros da entrada de todas as escolas municipais e particulares de educação infantil e fundamental e dos estabelecimentos de saúde da prefeitura do Rio. A medida também proíbe a instalação de anúncios no interior e em locais a menos de 100 metros da entrada de prédios públicos municipais. De acordo com o prefeito, a ação é ?voltada para a prevenção de doenças e em favor da qualidade de vida?. O prazo para cumprimento do decreto é de 75 dias. Em 2002, Maia já havia vetado a comercialização de refrigerantes e alimentos de consumo rápido em escolas da rede municipal.O presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) no Rio, Caio Valli, disse considerar a medida ?inócua e autoritária?. ?Não vi nada parecido em mais de 30 anos trabalhando com publicidade. Estou pasmo com essa loucura. Não é desse jeito, com uma decisão absurda, que se combate a obesidade?, disse. Segundo ele, o decreto ?pegou de surpresa? os publicitários. Ainda não há uma estimativa do impacto que a medida pode causar no mercado publicitário, mas Valli disse acreditar que ?será grande?.Para a cardiologista Daniela Maciel, de 34 anos, mãe de dois filhos e grávida do terceiro, ?o decreto municipal é irrelevante. "O que importa é o que vem de dentro de casa. Não vai ter propaganda na porta da escola, mas vai ter na outra esquina. Você tem que confiar na educação que dá para os seus filhos?, disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.