Projeto gráfico teve como eixo atualizar os valores do 'Estado'

Diretor de arte do Grupo Estado destaca cobertura de política e de economia como base do redesenho dos cadernos

Felipe Werneck / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2010 | 00h00

O diretor de Arte do Grupo Estado, Fábio Sales, e o diretor da Cases i Associats, Francisco Amaral, fizeram ontem uma apresentação do novo projeto gráfico do Estado, para uma plateia lotada, no 8.º Congresso Brasileiro de Jornais. Amaral destacou que o eixo principal do projeto, lançado em março passado, foi atualizar os valores tradicionais do jornal. Explicou também que o trabalho representou uma continuação da reformulação implantada em 2004. Segundo ele, a ideia era aproveitar a própria história do jornal e reafirmar esses valores para que a marca seja mais reconhecida.

"Reafirmar a cobertura de política e economia, que são os dois principais eixos informativos do Estado", afirmou Fábio Sales, destacando um dos objetivos do redesenho dos cadernos. Ele acrescentou também que o fato de o Estado concentrar boa parte de sua circulação na capital paulista inspirou a decisão de realçar a cobertura local e reforçar a parte de serviços do jornal.

Sales destacou que foram gastas 6 mil horas de trabalho e realizadas 213 reuniões até o lançamento do novo jornal, após quase nove meses de discussões. "Contamos com a ajuda de vários jornalistas da Redação, de praticamente todo o staff da casa", explicou o diretor de Arte do Estado. "Fizemos vários testes antes de finalizar o trabalho, o que permitiu realçar as melhores ideias."

Comparação. Amaral fez uma apresentação com páginas do jornal antes e depois das duas últimas reformas, comparando-as e destacando as mudanças empreendidas. Ele afirmou que a nova tipologia (desenho das letras) dá movimento e apresenta um desenho peculiar e mais estável. O diretor da Cases apresentou capas de novos cadernos lançados com a reforma, como o Sabático, o Domingo e o Caderno 2 + Música.

"Queremos repetir no Caderno 2+ Música a experiência bem-sucedida do Paladar", afirmou, citando ainda o maior uso de ilustrações em novas seções, como Visão Global.

De acordo com Sales, no processo de reforma foi desenvolvida uma "biblioteca" com mais de 100 modelos gráficos que permitem mais agilidade no desenho das páginas e dão mais tempo ao jornal para avaliar melhor as "apostas" do noticiário. Com o redesenho, o Estado passou a ter um manual de identidade visual.

Horizontal. O diretor de Arte do Estado frisou a horizontalidade como marca do novo projeto gráfico. Para traduzir a importância que o projeto recebeu no Estado, ele relatou que o editor-chefe do jornal, Roberto Gazzi, deixou as atividades cotidianas da Redação para se dedicar integralmente ao planejamento da reforma, em conjunto com a editora de Metrópole/Cidades, Luciana Garbin, e sob a supervisão do diretor de Conteúdo, Ricardo Gandour.

O discurso de ambos foi moderado pelo editor de Arte do jornal O Globo e coordenador do subcomitê de Design e Fotografia da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Leo Tavejnhansky.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.