Projeto que proíbe venda de armas vai voltar ao Senado

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira que vai encaminhar o projeto que proíbe a venda de armas de fogo e munições e negociar com a bancada governista a sua aprovação em caráter de urgência.Ele reconheceu que há grande dificuldade de se votar projetos como esse por causa do forte lobby da indústria de armamentos, mas disse esperar que, diante do aumento da violência, o Legislativo consiga vencer a pressão do empresariado.Quando era ministro da Justiça no governo Fernando Henrique, o líder peemedebista encaminhou ao Congresso um projeto com o objetivo de proibir a venda de armas, mas o texto foi desfigurado na Câmara. Passou a ser apenas uma proposta para disciplinar a venda de armas.A proibição da venda de armas no País chegou a ser aprovada há cerca de dois anos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas, depois, na Comissão de Relações Exteriores, o texto foi alterado. Para Renan, foi possível a aprovação do texto original da CCJ por causa do momento vivido na época, o seqüestro do ônibus 174 no Rio. Segundo ele, nessas horas a pressão da sociedade é capaz de neutralizar o lobby.Agora, com um novo caso de grande repercussão, o da estudante de enfermagem da Universidade Estácio de Sá Luciana Gonçalves de Novaes, Renan Calheiros avalia que poderá ser possível retomar a discussão.Veja o especial:

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