Promessa de adutora no PAC 1; liberação no PAC2

Diariamente, a prefeitura de Guanambi, no centro-sul baiano, gasta R$ 1 mil em média com a contratação de caminhões-pipa para abastecer postos de saúde, escolas e, até, a feira livre do município. Seus cerca de 80 mil habitantes vivem, desde o ano passado, um rigoroso esquema de racionamento de água, que intercala um dia de fornecimento com dois de suspensão.

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

15 Abril 2011 | 00h00

"Apesar de algumas obras para a ampliação da oferta de água, não houve como acompanhar a expansão da população abastecida pela barragem, hoje cerca de 130 mil habitantes, e a chegada de grandes empresas, como a Bamin (de exploração de minério de ferro, no município de Caetité) e a Renova Energia (que iniciou, em março, a construção de um complexo de geração de energia eólica em Guanambi)", diz o prefeito de Guanambi, Charles Fernandes (PP).

Por causa da situação, Fernandes decretou estado de emergência na cidade. A cidade corria risco de desabastecimento completo. Uma projeção realizada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa) mostrou que se o ritmo de chuva não se intensificasse, a barragem estaria seca até abril.

Foi nesse contexto que foi anunciada, no último dia 29, a ordem de serviço para o início da construção da chamada Adutora do Algodão, obra de R$ 75,7 milhões, com 233 quilômetros de tubulações para levar água do Rio São Francisco a nove municípios da região. A previsão de entrega é de 15 meses a partir da assinatura. Do total, R$ 30,8 milhões já foram disponibilizados.

Segundo o governo baiano, a obra integra o programa estadual Água para Todos.

A assinatura concluiu um processo iniciado há dois anos, pelo governo da Bahia. As tubulações foram compradas no início do ano passado, por R$ 61 milhões, com recursos do PAC 1, e foram entregues em agosto. Uma indefinição jurídico-administrativa atrasou o início das obras civis para a instalação da adutora. Ainda ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, em março do ano passado, anunciou que a construção da adutora teria de ser incluída no PAC 2.

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