GABRIELA BILO / ESTADAO
GABRIELA BILO / ESTADAO

Prometida há cinco dias, ajuda da Força Nacional na caçada a 'serial killer do DF' se torna incerta

Secretaria de Segurança Pública de Goiás diz ter recebido cerca de mil denúncias falsas sobre o paradeiro de Lázaro Barbosa após 13 dias de buscas

Gabriela Biló e Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2021 | 13h14

Esperado desde a semana passada, o efetivo de 20 agentes da Força Nacional de Segurança Pública ainda não chegou a Cocalzinho de Goiás (GO), onde acontece o cerco a Lázaro Barbosa, chamado de "serial killer do DF". O reforço foi prometido na última quinta-feira, 17, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda. A pasta diz não haver previsão de quando enviará os policiais.

"Houve oferecimento. No primeiro momento, coloquei que não haveria necessidade porque outros Estados podem precisar, como Amazonas", disse Rodney Miranda em entrevista na sexta-feira, 18. "Ele (Anderson Torres) disse que tem tropa de 20 policiais de pronto emprego, mas essa tropa não veio. Creio que foi mobilizada para outro lugar", completou o secretário de Goiás.

Uma força-tarefa com cerca de 200 policiais foi montada e tem usado o distrito de Girassol, área rural de Cocalzinho, como base. Foi lá que Lázaro foi visto pela última vez e onde a família dele mora. O cerco também conta com helicópteros e cães farejadores. 

Na segunda semana de caçada ao homem acusado de matar uma família no Distrito Federal, a operação para capturar Lázaro tem perdido força. Os três helicópteros que foram destacados para ajudar nas buscas continuam na região, mas após dois dias sem levantar voo, fizeram apenas um rápido sobrevoo ontem e retornaram para a base.

A polícia e a Secretaria de Segurança Pública de Goiás têm afirmado que o grande volume de notícias falsas atrapalham. "Com aproximadamente 24 horas de funcionamento, o disque-denúncia recebeu cerca de mil denúncias, sendo elas predominantemente trotes, ou conversas sem relevância para operação", informou a Secretaria por meio de nota.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.