Promotor ainda não cogita pedir preventiva

Francisco Cembranelli espera receber os resultados finais das perícias para analisar o caso

Laura Diniz e Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

14 Abril 2008 | 00h00

O promotor Francisco Cembranelli disse ontem ao Estado que está na expectativa de receber os resultados finais das perícias feitas pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico-Legal (IML) para ter uma visão geral da investigação sobre a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Até o recebimento dos laudos, se nada mudar no andamento do caso, Cembranelli não pensa em pedir que seja decretada a prisão preventiva do casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. Após isso, ele irá reavaliar sua decisão. Como o pai e a madrasta de Isabella foram libertados de uma prisão temporária, na sexta-feira, por ausência de indícios de que iriam obstruir o trabalho da polícia, um outro pedido de custódia teria de se basear em fatos novos. São três os fundamentos legais para a decretação de prisão preventiva: preservação da ordem pública, impedir que os investigados destruam provas do inquérito e indícios de que os suspeitos pretendam fugir. Em tese, há mais chances de se conseguir uma nova ordem de prisão do que restabelecer a antiga. O mérito do habeas-corpus impetrado pela defesa do casal deve ser julgado em cerca de um mês por três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça - eles se reúnem apenas uma vez por semana, às terças-feiras de manhã. Segundo o desembargador Euvaldo Chaib Filho, integrante da 4ª Câmara Criminal que irá participar da votação, o caso Isabella "fatalmente" não estará na pauta desta semana. "Não iremos votar nesta semana, temos outros casos na frente", diz Chaib Filho. "Com certeza, o desembargador Caio Canguçu pediu mais informações da investigação para podermos julgar o mérito com propriedade. Isso deve ficar para uma outra semana." O desembargador Caio Canguçu de Almeida, que concedeu a liminar em habeas-corpus ao casal, alegou em seu despacho que Alexandre e Anna Carolina não deram até o momento prova alguma de comprometer, dificultar ou impedir a apuração dos fatos.

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