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Promotor contesta libertação de rapaz que atropelou 18

O promotor de Justiça Alexandre Mourão Tieri recorreu nesta segunda-feira ao Tribunal de Justiça contra a libertação de Jefferson Jorge Bernardo de 23 anos, que na madrugada de sábado atropelou 18 pessoas, matando uma, a estudante Priscila Maria dos Reis, de 16 anos. Jefferson havia sido autuado em flagrante por homicídio doloso (com intenção), no 27º distrito Policial, mas a juíza Kenarik Boujikian Felippe, do plantão judiciário, ordenou sua libertação. Segundo seu despacho, Jefferson tem endereço fixo e bons antecedentes, podendo, assim, aguardar o julgamento em liberdade. O promotor insiste na decretação da prisão preventiva de Jefferson argumentando que a medida é "imprescindível para resguardo da ordem pública". E critica a juíza, que, segundo ele, concedeu liberdade provisória ao indiciado "por intermédio de despacho padronizado e genérico por sua própria iniciativa". Ainda segundo o promotor, a decisão da juíza é "desprovida de qualquer fundamento" e contribui para o descrédito do Poder Judiciário.Essa não foi a primeira decisão polêmica da juíza Kenarik. Em julho de 2002, ela condenou os seqüestradores do publicitário Washington Olivetto a 16 anos de prisão, o que lhes garantiria em pouco tempo o benefício do regime semi-aberto, além de absolvê-los do crime de tortura. A sentença foi integralmente reformada em novembro de 2003, quando o Tribunal de Justiça acolheu o recurso do Ministério Público impondo aos seqüestradores 30 anos de cadeia em regime fechado, 19 por extorsão mediante seqüestro, 6 por formação de quadrilha e 5 anos por tortura.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2004 | 18h55

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