Promotor de Ribeirão quer evitar saída de 4 presos do PCC

O promotor da Vara do Júri e de Execuções Criminais e corregedor dos Presídios de Ribeirão Preto, Eliseu José Berardo Gonçalves, não recebeu os pedidos de análise do juiz da área, Luís Augusto Freire Teotônio, sobre os presos que podem receber o benefício da saída temporária no final de semana do Dia dos Pais. Quatro nomes de presos chamam a atenção de Gonçalves, pois seriam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Três deles estariam confirmados no PCC e outro está sob investigação. "Vou tentar evitar que eles saiam", afirmou o promotor, que, devido ao curto tempo, não demonstrou otimismo em sua ação. "Não vou conseguir, não", lamentou, antecipadamente, Gonçalves.Para o promotor, os pedidos de análise para as saídas temporárias deveriam ter chegado no Ministério Público Estadual (MPE) com cerca de dez dias de antecedência, prazo ideal para checar todas as informações e documentações. A direção da Penitenciária local enviou a Teotônio o pedido de 107 presos do regime semi-aberto, que deverão ser deferidos ou não até sexta-feira, 11, pois as liberações, se autorizadas, estão marcadas para ocorrer até as 10 horas de sábado, 12, com retorno até as 14 horas de segunda-feira, 14.Segundo Gonçalves, os nomes dos quatro presos lhe foram comunicados pelo Centro de Apoio à Execução Criminal, vinculado à Procuradoria-Geral de Justiça. Seria uma informação do serviço de inteligência da polícia. Os presos que seriam do PCC são Alceu Romano Gianini, Paulo Henrique Francisco e Adiwilson Carlos Silva. O suspeito de integrar a facção criminosa é Irineu Bispo de Souza.

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