Promotor de vendas é baleado na frente de prédio, no Morumbi

Polícia apura tentativa de homicídio ou reação a roubo; vizinhos dizem que área é tranquila

Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

O promotor de vendas Ted Jonathan Cifuentes Fernandez, de 31 anos, foi baleado na cabeça anteontem à noite, ao chegar em seu prédio no Morumbi, área nobre da zona sul da capital paulista. Dois homens vestindo roupa social branca desceram de uma picape Montana e atiraram várias vezes contra a vítima, que estava em uma picape Ranger. A dupla fugiu sem levar nada. Até as 20 horas de ontem, Fernandez seguia internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Luiz.A delegada titular do 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi), Silvana Françolin, abriu inquérito para apurar o caso. A investigação segue duas linhas: Fernandez pode ter sido vítima de uma tentativa de homicídio ou então teria reagido a um assalto. Logo após ser atingido na cabeça, o promotor de vendas ainda conseguiu acelerar a picape que dirigia por cerca de 50 metros até bater em Fiat Uno verde e depois, num muro de um terreno baldio.Quando os policiais militares chegaram, Fernandez estava consciente. O dono do Uno batido não estava no veículo, mas contou, em depoimento no 89º DP, que visitava um amigo no prédio da vítima. Vizinhos ao edifício contaram que a rua sempre foi "tranquila" e nunca se ouviu falar em assalto. Os tiros também não teriam sido ouvidos por moradores. "Na minha opinião, a hipótese mais provável é de que ele tenha sido seguido por ladrões e tenha se negado a entregar algum objeto de valor que foi pedido", disse uma moradora. A dona de uma loja afirmou que assaltos não são comuns na região. "Por essa rua quase nem carro passa", disse. No local do crime, a Polícia Civil apreendeu um pano sujo de sangue que possivelmente foi deixado no asfalto pelos suspeitos.DHPPPoliciais passaram a tarde de sexta-feira à procura de imagens de um circuito interno de televisão que pudessem identificar os criminosos. As fitas cedidas pelo edifício onde mora o rapaz não estavam nítidas. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) também foi acionado para auxiliar nas investigações e duas testemunhas já foram ouvidas na delegacia. Fernandez é casado e tem um filho. Procurada duas vezes, a família não quis se manifestar sobre o crime. Por telefone, uma moça que pediu para não ser identificada contou que o promotor estava hospitalizado e ela não poderia afirmar se havia acontecido uma tentativa de roubo. A família, segundo a assessoria de Imprensa do Hospital São Luiz, proibiu os assessores de informar o estado de saúde da vítima. O boletim de ocorrência foi registrado no distrito como tentativa de homicídio.

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