Promotor diz que acareação pode apontar mentor da morte dos Richthofen

O promotor Nadir de Campos Júnior disse, na manhã desta terça-feira, 18, ao chegar ao Fórum Criminal da Barra Funda para o segundo dia de julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, que apesar de Daniel ter tentado inocentar o irmão, não há dúvida que Cristian participou do crime. "Não há nenhuma dúvida sobre quem participou. A dúvida é só de quem teve a idéia. Essa dúvida deverá ser sanada com a acareação entre eles", declarou Campos Júnior.De acordo com a Rádio Eldorado, o promotor declarou que o fato de Suzane não ter respondido a nenhuma pergunta da promotoria e dos irmãos Cravinhos é uma estratégia da defesa. "Essa é uma estratégia que a gente respeita, mas eu gostaria de saber, por exemplo, se tem algum dinheiro dela guardado no exterior, com código secreto. O advogado não permitiu que ela respondesse".O reinício do julgamento dos três está atrasado. A reabertura dos trabalhos, prevista para as 10 horas, não havia recomeçado até as 11 horas.AcareaçãoO advogado dos irmãos Cravinhos, Geraldo Jabur, deve fazer o requerimento da acareação logo no início dos trabalhos. Caberá ao juiz decidir se haverá ou não a acareação. Nesta terça-feira está previsto o início dos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação tanto de Suzane quanto dos irmãos Cravinhos.Suzane, em seu depoimento, contrariou as declarações dos irmãos Cravinhos a respeito do relacionamento entre eles e o crime cometido em outubro de 2002.Há também a possibilidade de, no final do dia, haver as considerações dos advogados, resumindo os depoimentos do dia e as histórias apresentadas por cada réu.

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