Promotor entra com ação contra sindicato pela greve

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou nesta quarta-feira com ação civil pública contra o sindicato dos motoristas e cobradores, por conta da paralisação de quase dois dias do transporte coletivo.O promotor da Habitação e Urbanismo Carlos Alberto Amin Filho pediu à Justiça que conceda liminar que proíba a categoria de impedir a São Paulo Transportes (SPTrans) - com piquetes e outras manifestações - de realizar operações de emergência para manutenção do serviço.A multa pedida pelo MPE, em caso de desobediência, é de R$ 5 milhões por dia.A ação, enviada nesta quarta-feira para a 38ª Vara Cível da Capital, é a primeira medida do MPE contra a última paralisação da categoria.Amin Filho disse ao Estado que o próximo passo da investigação será buscar provas do suposto envolvimento dos donos das empresas de ônibus na greve. Para isso, o promotor afirmou que vai buscar informações com o Ministério Público do Trabalho e com o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto. Ambos afirmam que a greve foi um locaute.O motivo real seria a não-concordância dos empresários com o novo processo de licitação para a concessão do transporte, aberto pela Prefeitura. "Vamos trabalhar para identificar os demais co-responsáveis para processá-los", disse o promotor. Ele espera que a ação sirva como uma advertência. "Mas ela não é suficiente para que os danos à população sejam pagos."Segundo a ação, a SPTrans tentou colocar em prática na segunda-feira o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese), mas foi impedida. Pelo Paese, as empresas têm de manter uma frota de reserva à disposição da SPTrans. Segundo o promotor, os grevistas impediram que 160 dos 280 veículos do Paese saíssem das garagens.O MPE quer ainda que o sindicato seja condenado a pagar indenização pelos danos urbanísticos, cujo valor será apurado. O presidente do sindicato, Edivaldo Santiago, não retornou as ligações do Estado para falar sobre o assunto.

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