Promotor já teria indícios contra vereadora Myryam Athiê

Marcos José Cândido da Silva, preso sob a acusação de ter desviado R$ 11,5 milhões injetados pela São Paulo Transporte (SPTrans) na viação Cidade Tiradentes, voltou nesta terça-feira a confirmar a denúncia de que a vereadora Myryam Athiê (PPS) cobrou para praticar tráfico de influência a favor da empresa dentro da SPTrans. Em um novo depoimento aos promotores Sérgio Turra Sobrane e Silvio Antônio Marques, Silva detalhou reuniões em que a vereadora teria avalizado os proprietários da empresa na SPTrans. Em razão da participação dela, a Cidade Tiradentes teria conseguido sair da intervenção. Silva já havia afirmado que Myryam Athiê cobrou R$ 250 mil, sendo cinco pagamentos semanais de R$ 10 mil em dinheiro, mais quatro parcelas de R$ 50 mil, para ajudar a Cidade Tiradentes a sair da intervenção e vencer um lote no edital de licitação para operar no sistema de transporte. "Já temos indícios suficientes para chegar ao tráfico de influência praticado pela vereadora. Agora falta concluir qual foi sua motivação: dinheiro ou política", disse Sobrane. A vereadora, que nega as denúncias, será chamada para depor dentro de uma semana.

Agencia Estado,

03 Junho 2003 | 21h33

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