Promotor pede afastamento imediato de Miriam Athiê

O promotor de Justiça da Cidadania, Júlio Tadeu Tavares, requereu hoje ao juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública que determine o imediato afastamento do cargo da vereadora reeleita Miriam Athiê (PPS) e que em seu lugar assuma um suplente, em cumprimento de acórdão da 6ª Câmara de Direito Público, publicado no último dia 16.A decisão, por votação unânime, afastou Miriam do cargo de vereadora, sem prejuízo de continuar recebendo seus vencimentos, até o fim da instrução de processo (coleta de prova), que responde na 3ª Vara da Fazenda Pública, por improbidade administrativa. Nele Miriam é acusada de receber propina de R$ 40 mil, em janeiro de 2003, para incluir no levantamento da intervenção municipal que pesava sobre a empresa de ônibus Viação Tiradentes.O juiz Valter Mena, em 2 de outubro do ano passado, concedera liminar mandando afastar Mirim. Ela, entretanto, reassumiu o cargo 21 dias depois em razão de outra liminar que obteve no Tribunal de Justiça. Agora, com a publicação do acórdão, a liminar perdeu o efeito e Miriam voltará a ser afastada. A decisão do TJ mantém ainda o bloqueio dos bens de Miriam até o valor de R$ 160 mil e quebra seu sigilo bancário.

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