Promotor pede anulação de liberação de bens de Naya

A investigação da liberação de cerca de R$ 2 milhões em bens indisponíveis de Sérgio Naya pelo juiz Alexander Macedo, que atuou no caso Palace 2, está nas mãos do promotor Rodrigo Terra, que já pediu a anulação dos atos do juiz."Há algumas atitudes muito estranhas. Como um pedido de pagamento de R$ 100 mil que entrou no dia 18 de fevereiro de 2003, o juiz autorizou no mesmo dia e o pagamento também saiu no dia 18. É a Justiça mais rápida do planeta", diz Terra, que encaminhou pedido para que Macedo seja investigado pela Promotoria da Cidadania, que apura improbidade administrativa.É também por esse pagamento que Naya pode ser processado por fraude processual. Almir Maia Machado, que recebeu os R$ 100 mil, é citado como empresário responsável por intermediar empréstimo pedido a uma instituição britânica. A pena para fraude processual é de dois anos de prisão. O advogado de Naya, Jorge Azevedo, foi procurado pelo Estado, mas não retornou as ligações.Até o fim da semana, os advogados das vítimas do Palace 2, Nélio Andrade e Eduardo Lutz, devem enviar documentos para o Conselho da Magistratura, que vai investigar os atos do juiz Macedo, a pedido do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Miguel Pachá.

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