Promotor pede novas investigações à polícia

O promotor de Justiça da Vara Criminal de Santa Cruz, Luiz Antônio Ayres, devolveu o inquérito que indiciou a tia e a prima da austríaca Sophie Zanger, de 4 anos, por crime de tortura com resultado morte e pediu novas investigações. Com a decisão, as duas mulheres permanecem livres e o caso volta para a 36ª Delegacia de Polícia. A notícia revoltou o pai de Sophie, o austríaco Sascha Zanger, que tenta embarcar com o filho R., de 12 anos, para a Áustria nesta semana. "Este Brasil é uma vergonha total. É o único país do mundo onde duas assassinas de uma criança indefesa ficam livres. É inacreditável. Cada dia que passa este caso fica pior. A única coisa que quero é ir embora daqui com o meu filho e o corpo de Sophie", disse Zanger. Sophie deu entrada no dia 12 de junho em coma na Unidade de Pronto Atendimento de Santa Cruz com trauma cranioencefálico e hematomas. A criança morreu uma semana depois. Vizinhos e R. disseram à polícia que as surras aplicadas pela tia Geovana dos Santos, de 42 anos, e a prima Lílian, de 21, eram constantes. Elas negam as acusações e dizem que a menina caiu no banheiro. O promotor requisitou estudo psicológico em R. e que o IML esclareça sobre as datas das agressões sofridas por Sophie. Os dois foram trazidos ao País pela mãe sem a autorização do pai, em janeiro de 2008. Há um ano e meio ele tentava obter a guarda dos filhos. Zanger denunciou à Justiça, 19 dias antes de a filha ser internada, que eles sofriam maus-tratos.

Pedro Dantas, O Estadao de S.Paulo

09 Julho 2009 | 00h00

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